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Nestlé se mostra em grande parte ‘imune’ ao impacto das tarifas norte-americanas, diz CEO

""Fabricantes de alimentos e bebidas estão monitorando de perto o impacto que as tarifas da administração Trump podem ter em seus negócios. No caso da Nestlé, com sede na Suíça, há uma estratégia para mitigar qualquer tarifa que venha a ser imposta, seja por meio de ajustes nos preços ou mudanças nas fontes de fornecimento, afirmou a CFO da empresa, Anna Manz.

Manz também observou que as projeções da Nestlé para 2025 não consideram nenhum impacto das tarifas. Embora seja difícil prever os efeitos das políticas comerciais, ela alertou que quaisquer novas tarifas poderiam “aumentar rapidamente o ambiente inflacionário.”

As tarifas elevam os custos em um momento em que as empresas de bens de consumo (CPG) já enfrentam pressão devido a um período prolongado de inflação. Muitas dessas empresas aumentaram seus preços para impulsionar as vendas e compensar os custos mais altos, mas essas ações resultaram em consumidores reduzindo os volumes de compras ou optando por marcas próprias ou mais inovadoras.

Apesar disso, a Nestlé tem dificuldades em reconquistar os consumidores, especialmente em itens congelados, como pizzas. Para lidar com essa situação, a empresa recentemente reduziu seus preços e implementou melhorias na qualidade de seus produtos nos Estados Unidos.

Contudo, a empresas planeja novos aumentos de preços para o cacau e o café. Manz comentou que o ajuste nos preços desses produtos dependerá da resposta dos consumidores, embora ela tenha destacado que tanto o café quanto o cacau são “categorias muito resilientes.”